terça-feira, 25 de agosto de 2009

Filme: Entrevista com o Vampiro











_ Em pleno século XX, um vampiro concede uma entrevista a um jovem repórter, contando como foi transformado em uma criatura das trevas pelo vampiro Lestat, na Nova Orleans do século XVIII.






Ficha Técnica
Título Original: Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1994
Direção: Neil Jordan
Roteiro: Anne Rice, baseado em livro de Anne Rice

Se você tem pelo menos um certo interesse por obras com vampiros já deve ter pelo menos escutado alguém comentar sobre esse clássico vampiresco. Baseado no livro de Anne rice e roteirizado pela mesma, A Entrevista com o Vampiro traz toda a sensualidade e magia desses seres a tela.
Com uma historia que te envolve do começo ao fim entrevista para mim é uma das melhores adaptações de livros para o cinema, trazendo também algumas belas atuações e outras não tão bem sucedidas assim ; Kristen Dunst chega a roubar a cena em alguns momentos com o seu talento. Brad Pitt estava apenas razoavelmente bem como Louis. O mas que aplaudido Tom Cruise não conseguiu me convencer na pele de Lestat (mas agradou grande parte do publico e ate mesmo Anne rice) e por fim o ator Antônio Bandeiras que não conseguiu de forma alguma transpor empatia na pele de um vampiro. Outro ponto que achou que desfavoreceu o filme foi a dupla Tom e Brad, muito pouco expressiva e bastante fria fazendo jus ao Framboesa de Ouro que ganharam na época. Outras coisas (boas) porem merecem bastante atenção como a direção de arte e a trilha sonora que dão toda a aura desde filme e foram indicadas ao Oscar, infelizmente não levando a estatueta. Para mim um excelente filme que merece ser colocado na categoria de clássicos de qualquer locadora. Uma novidade para quem já assistiu e gostou do filme, o boato de um possível remake com direito a Robert Downey Jr como Lestat tem tomado força nos últimos tempos, em entrevista Anne Rice nem confirmou muito menos desmentiu uma nova produção e disse que adoraria ver Robert como Lestat.


Jess

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Filme: Arraste-me Para o Inferno





Título original: Drag me to Hell
Diretor: Sam Raimi
Roteiro de Sam Raimi e Ivan Raimi.



Ah que prazer que eu tenho em escrever esse post! Afinal, há pouquíssimas coisas melhores do que ir ao cinema e ver um bom filme de terror, com uma p*** direção, trilha sonora magnífica, e boas atuações.
O filme mostra o sofrimento de Christine Brown (Alison Lohman) após ser amaldiçoada por uma cigana, Sylvia Ganush (Lorna Raver). Christine é amaldiçoada após negar um empréstimo à tal senhora, que era uma cigana. A partir daí, a mocinha começa a apanhar no filme.
Arraste-me para o Inferno marca a volta de Sam Raimi (diretor de clássicos como A Morte do Demônio) ao gênero terror, depois de passar anos dirigindo Homem-Aranha.
É incrível, um espetáculo. Repleto de coisas nojentas e muitos sustos, já é um clássico trash, em pleno 2009!! Isso é o mais maravilhoso de tudo. No meio de um tempo onde os filmes de terror parecem seguir um manual, sem nenhuma originalidade, Sam Raimi escreve com o irmão e dirige tal coisa. É bom demais. Vou surtar se ele não for indicado como melhor direção no Oscar, ou pelo menos ganhar um prêmio na categoria no Globo de Ouro.
Algo que me conquistou com 10 minutos de filme foi, o que estou falando desde que comecei esse texto, a direção e trilha sonora. A combinação dessas duas em determinadas cenas transformam coisas que seriam "nada demais" em verdadeiros sustos! A trilha acompanha o ritmo do filme, sem exageros. Sam Raimi tem uma ótima mão na direção.

Incrível, incrível, incrível! Vá assistir a esse filme agora!

domingo, 23 de agosto de 2009

Filme: Um Amor para Recordar





Título original: A Walk to Remember
Diretor: Adam Shankman
Baseado no livro homônimo de Nicholas Sparks (também escritor do livro também adaptado Noites de Tormenta, belíssimo filme)


CONTÉM SPOILERS.


Um Amor para Recordar é o típico filme teen. Se passa em parte em uma escola, mostra os grupos que existem, que são tão divididos e "seletivos", e um amor aparentemente improvável, entre o menino popular e a menina nerd incompreendida.
Jamie é a filha do reverendo da cidade, que lê a Bíblia, e anda sempre com roupas "antigas". Landon é parte do grupo popular do colégio, que sai aos fins de semana para fazer bagunça. É em uma dessas bagunças que Landon acaba por ter que fazer certos trabalhos no colégio, dos quais Jamie também participa, e acaba se aproximando dela.
O filme tem uma fotografia bonita e agradável. As atuações dos protagonistas são boas, nem demais nem de menos. É um filme legal de se ver, mas não é iiiisso tudo. Na época em que foi lançado fez um grande sucesso nos cinemas com o público adolescente, e até hoje faz sucesso na indústria do home video. Tanto sucesso porque tem tudo o que acontece na vida de um adolescente, e só por isso, porque o filme não é tão bom assim. É tudo batido, clichê (o que não necessariamente tem que significar que é ruim, mas nesse caso sim), estamos sempre sabendo o que vai acontecer, não há grandes surpresas (a não ser a doença da menina, mas algo esperado, já que no meio do filme eles já estavam felizes demais para um romance do gênero). Acho que o filme deu certo por causa do conjunto de coisas agradáveis que ele junta. Atriz e ator bonitos, têm química, trilha sonora que qualquer jovem mais sentimental gosta em um filme do tipo, não é muito complicado, final infeliz. Sim, acho que final infeliz consta na lista de motivos porque ele marca. Um filme de final feliz, hoje em dia, se não tem um roteiro muito bom, fica sendo só mais um, pelo menos nesse gênero.

Enfim, acho que só. É um filme razoável e agradável, mas não passa disso. Não é o tipo de filme que agrada a mim, cinéfila, eu prefiro Noites de Tormenta. Quando eu reve-lo falo sobre ele aqui.


Renata

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Série: True Blood (1a temporada)





Informações sobre a série

True Blood é baseado na série de livros Sookie Stackhouse, de Charlaine Harris.
Na série, vampiros e humanos vivem em certo equilíbrio, depois que japoneses desenvolvem um sangue sintético para exportação. Numa cidadezinha da Louisiana, porém, as coisas podem se complicar quando o vampiro Bill Comton (Stephen Moyer) se envolve com a mortal Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma garçonete inocente que lê a mente das pessoas.

(Wikipédia)


Há um ou dois meses mais ou menos, eu estava procurando séries pra ver durante as férias. Passei pela sinopse de True Blood mas não gostei. Na sinopse que eu li, eu achei bastante coisa que pudesse dar totalmente errado na série. Como o romance ficar clichê demais, vampiros falsos, e etc. Mas como minhas férias estavam muito entediantes, pedi à Jéssica, aqui do blog, que me passasse os episódios que ela já tinha. Pois bem, ela me passou os 8 primeiros episódios da 1a temporada.

Depois do 1°, eu não conseguia mais parar. Cheguei a ficar até 4 da manhã no computador vendo os episódios, e já dormia pensando em acordar e continuar vendo.

O bom da série é que seus responsáveis tomaram decisões que a favoreceram bastante. A série é atrevida (e põe atrevida nisso) falando de religiões, não só na série, mas na sua própria abertura (cujo primeiro comentário meu sobre ela foi: como eles nunca foram processados por isso?), e não tem medo de pôr muito sexo na tela. Eu bato palmas para a música da abertura (Bad Things - Jace Everett). O elenco é muito bem escolhido, eu particularmente acho todos os personagens muito carismáticos; pelo menos, eles fazem o que devem fazer. Há pequenas coisas na série que nos agradam bastante, e que infelizmente é raro de se ver, coisas que outras séries, filmes e afins não fazem, True Blood faz, e é por isso que é o fenômeno que é hoje em dia.

Com o passar da série nós não ficamos enjoados do romance de Sookie Stackhouse e Bill Compton porque a série mostra muito mais que eles. Temos os problemas causados pelo (idiota q) Jason Stackhouse, irmão da Sookie; os problemas familiares da Tara; a onda de assassinatos... enfim, é incrível. A série mostra muita coisa, várias tramas, todo episódio termina em um momento "tenso", e ela não enjoa, incrível!

Outra coisa que me agrada na série é o modo como os vampiros são retratados. Eu gosto mais dos vampiros como criaturas com forma humana que sentem e pensam de um jeito totalmente diferente devido a sua "situação" (Lestat e Louis meus amores!). Em True Blood eles são mais ou menos assim. Eles matam mesmo, adoram sexo (não sou do tipo que gosta de pornografia, mas pra mim vampiro tem que ter uma libido intensa, é parte da personalidade que eu gosto de ver em vampiros. porque eu os acho extremamente sensuais) e não escondem, não muito pelo menos. O Bill é aquele, que tem em todo filme e livro, que quer ser amigo dos humanos e ainda tem sentimentos como um. Mas os outros são vampiros de verdade, do jeito que eu gosto. Só tem uma coisa que me incomoda, as presas dos vampiros da série. Elas parecem automáticas, como que acionadas por um botão. :/
Mas okay, tirando isso, a série é incrível, e merece ser apreciada.


Compre a 1a temporada aqui.


Renata

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Let The Right One In .

Deixe Ela Entrar
Dir. Tomas Alfredson
Suécia - 2008

Sinopse: Oscar, um frágil garoto que é atormentado pelos colegas de escola se depara com a vingança e amor na figura de Eli, uma menina bonita e peculiar que aparentemente é uma vampira.


Deixa ela entrar pode enganar a muitos com essa sinopse já que ao contrário do que aparenta ser o filme vai muito alem dessa nova onda que vem assolando filmes e séries e fazendo muito sucesso com o publico - romance entre os humanos e os milenares vampiros. Tratando de uma forma completamente diferente o assunto ele mescla cenas que podem ser consideradas “fofas” com muito sangue e mortes, trazendo a tela com muita sabedoria a mitologia dos seres da noite – sem apelar para caixões e crucifixos. Sem ser apenas um besteirol de romance adolescente o longa trata o primeiro amor com muita mas sutileza deixando por muitas vezes o romance implícito em apenas olhares e gestos o que o torna ainda mas belo. Os vampiros são um capitulo a parte – para mim a melhor - sem colocar cenas apelativas e poderes de X- men consegue retratar os imortais de uma forma bem mas digna do que costumamos ver em filmes hollywoodianos, as fraquezas (como a luz solar) e os poderes, ainda estão lá mas tratados de uma forma bem mas “lógica”.
Com menos de um ano de vida ganhara um remake americano dirigido por Matt Reeves e que deve chegar às telas já no começo de 2010 o que eu sinceramente achei um erro e com os últimos remakes que foram lançados o que podemos esperar é um filme completamente diferente, com muito romance e poucas cenas de impacto, perdendo toda a essência do original e se tornando alguma coisa altamente comercial. O lado bom disso -se é que existe lado bom- é que com o remake pode ser que o livro a qual o filme foi adaptado seja lançado no Brasil (procurei na Internet mas só o achei em inglês). Mas um detalhe que eu acho bastante importante citar, o filme deixa muitas brechas, você pode achar que Eli realmente se apaixonou por Oskar ou que ela só encontrou outro para servi-lá, alem do fato de Eli não ser ela e sim ele o que é confuso no filme e fica implícito quando ele diz “que não é uma garota” e na cena de nudez que mostra uma cicatriz. O filme é cheio de cenas como essa, como quando Oskar e seu pai estão brincando na cozinha e um “amigo” do pai chega e o clima fica mas pesado, sugerindo que o amigo na verdade seja algo a mas.

Enfim um ótimo filme, com boas atuações e um ótimo roteiro. Se você é fã de vampiros não sabe o que perde não vendo esse filme.

* Foi extremamente elogiado em festivais e tem mas de 49 prêmios na bagagem.



Como não tem em DVD e provavelmente não irá passar nos cinemas, resolvi postar aqui o link para donwload do filme. Já vem com legendas.

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Jess.

Filme: Canções de Amor

Título Original: Les Chansons D'Amour
Ano: 2007
Direção: Christophe Honoré
Roteiro: Christophe Honoré
País: França


Como já foi citado aqui nesse blog, Canções de Amor é meu filme favorito. Também pudera, cinema francês, musical, Louis Garrel, temática gay, Cidade das Luzes...tudo que mais amo no cinema esse filme tem. O filme conta a história da delicada relação entre Ismael (intepretado por Louis Garrel), Julie (Ludivine Sagnier) e Alice (Clotilde Hesme). O triangulo amoroso principal é de tirar o fôlego, suas angústias, expectativas, sentimentos e medos são embalados por belas canções feitas em duetos, e algumas cantada pelos três. A frágil relação entre Ismael e Julie parece abalada a partir do momento que eles decidem por outra pessoa nesse relacionamento, o tornando um estranho relacionamento a três. Acima de tudo, são três amigos, fazendo uma verdadeira guerra amorosa a três, instigada pelo ciúmes. Belíssimas cenas de Paris são mostradas pelos olhos dessas três pessoas apaixonadas, a fotografia de Rémy Chevrin mostra a Paris com qual todos nós sonhamos. Com altos e baixos, crises de ciúmes, beijos e mais canções, o relacionamento segue, até que um fatídico acidente ocorre com Julie, que morre repetinamente. Todos ficam atordoados com essa trágica morte, a melancolia presente dos olhos de Louis Garrel transborda sensibilidade nessa parte do filme. Canções de amor fala sobre como a vida segue após a perda de um amor, e ela continua de forma inesperada. De uma forma inusitada, Ismael conheçe o jovem e sonhador Erwann (Grégoire Leprince-Ringuet). Sem que Ismael se dê conta, Erwann passa a ficar cada vez mais apaixonado por ele. Alex Beaupain, responsável pela trila sonora do filme, consegue lidar com todas as angústias dos apaixonados, não tratando apenas de Ismael e Erwann, a canção As-tu Dèjá Aimé (link do vídeo) é um grande conflito pelo qual todas as pessoas já passaram: Nos entregar ou não à paixão? O filme todo se passa com canções tristes, mas acima de tudo canções de amor. Um filme perfeito, em todos os sentidos, desde a primeira cena com paisagens de Paris até a belíssima cena final entre Ismael e Erwann. Um filme sensível, que nos emociona pela história e atuação dos jovens atores franceses. Foi a partir desse filme que começei a amar e procurar mais sobre Louis Garrel e Christophe Honoré. Um filme que nos marca, e nos faz refletir sobre muitas questões do amor, embalado pelas mais belas Canções de Amor.

Eric, 4 de Agosto.

Livro: Entrevista com o Vampiro

Título original: Interview with the Vampire (da coleção The Vampire Chronicles)
Escrito por:
Anne Rice, em 1976
Traduzido para o português por: Clarice Lispector


Entrevista com o Vampiro narra a entrevista (dã) que o vampiro Louis dá a um jovem rapaz que faz entrevistas para uma rádio. Durante a entrevista, Louis, um vampiro francês diferente de todos os outros de sua espécie por ter dificuldades em "esquecer" seus sentimentos de mortal, conta sua história desde que foi transformado pelo vampiro Lestat, descrevendo seus sentimentos em cada época e acontecimento de sua vida até ali.
Os fortes do livro são de fato as descrições dos sentimentos de Louis, suas opiniões, como ele via o mundo, etc. Quem costuma ler sabe que é raro encontrar uma descrição realmente boa e bem feita de sentimentos de uma personagem. Louis é uma personagem muito complexa, com sentimentos confusos, constantemente "se batendo" em várias passagens do livro, e a escritora consegue passar os sentimentos dela (personagem) de uma forma tão profunda, tão bem feita, que eu mesma quando terminei o livro me sentia como a personagem principal, sozinha e até vazia. Nunca terminei de ler um livro tão afetada como quando terminei de ler este, efeito causado pelo jeito maravilhoso que Rice escreve.
Não só as descrições de sentimentos do livro merecem tantos elogios, mas também suas personagens. Cada personagem é uma personagem, com uma personalidade única. Poucas vezes li livros que tinham personagens tão fortes quanto este, como Cláudia e Lestat, por exemplo. Eu quase poderia pensar que a escritora tem várias personalidades e simplesmente colocou-as no papel.
E, claro, não posso deixar de falar sobre o principal: os vampiros de Anne Rice. Ela os descreve de tal modo, que ao mesmo tempo que são criaturas místicas, você acredita que são tão reais quanto eu. Ela equilibra muito bem o humano-místico em suas criaturas, essa é a minha opinião.
Ao mesmo tempo que ela cria criaturas de pele branca, que se alimentam e choram sangue, ela lhes dá sentimentos típicos de humanos, mas intensificados pela sua forma vampiresca. Sinceramente, "tá pra nascer" alguém que descreva vampiros e emoções vampirescas como ela.





Renata