terça-feira, 15 de setembro de 2009

Filme: Uma Prova de Amor


Título original: My Sister's Keeper
Diretor: Nick Cassavetes
Roteiro: Jeremy Leven e Nick Cassavetes
Baseado no romance homônimo de Jodi Picoult.


Além de melodramático em cada ponto, Uma Prova de Amor nos faz chorar principalmente por ter um elenco maravilhoso. Em certas partes do filme você esquece que é ficção e jura estar vendo uma família real na tela.
O filme começa com Anna - que foi concebida em proveta somente para fazer doações á irmã - (Abigail Breslin) conseguindo dinheiro para pedir emancipação médica - mas isso só depois de uma belíssima introdução, narrada por ela própria, sobre os bebês que vêm ao mundo serem planejados ou não (cenas com fotografia espetacular)- . Ela não quer mais que tirem "partes" do seu corpo para doar à irmã, Kate (Sofia Vassilieva) que tem câncer. Anna e Kate são filhas de Sara (Cameron Diaz), uma mulher lutadora que se recusa a desistir de salvar a filha doente, e Evan (Jason Patric), o pai das meninas, um dos poucos na casa que parece entender o ponto de vista de Anna. E ainda há o irmão mais velho, Jesse (Evan Ellingson), que se sente deixado de lado por causa dos problemas de sua família.
O que mais impressiona no filme é a intensidade das atuações. Vemos Abigail Breslin, a estrela de Little Miss Sunshine, dar um show de atuação aqui. Tendo um timing incrível, ela rouba a cena sempre que tem chance. Merece no mínimo uma indicação ao Oscar, prêmio que já deveria ter por Sunshine.
E Cameron Diaz mostra nesse filme que ela não é simplesmente mais uma loira bonita de Hollywood. As cenas em que ela defende a filha doente são muito intensas, e é impossível não se emocionar com ela, e sentir um pouco do que ela sente. Poucas vezes se vê o desespero e o amor de uma mãe tão bem representado.
E, claro, se estamos falando de atuações boas no filme, é de suma importância se comentar sobre Sofia Vassilieva, a maravilhosa atriz que interpreta Kate. O filme é bem melodramático, então seria fácil ela exagerar aqui e ali, mas ela não o faz. E se faz, passa despercebido. Em determinadas cenas ela tem expressões de fazer o mais macho dos homens lacrimejar (de fato, haviam dois homens perto de mim que quase choraram tanto quanto eu).
Além disso tudo, o filme ainda merece palmas por sua fotografia. Simples, delicada. Com 5 minutos de filmes, somente na fotografia da introdução, já havia sido conquistada. Fantástico.

Enfim, ótimo filme. Embora seja melodrama do começo ao fim, ele não fica enjoativo, nem forçado. Realmente, ótimo.


Renata

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Filme: Moulin Rouge - Amor em Vermelho



Direção: Baz Luhrmann
Roteiro: Baz Luhrmann & Craig Pearce


Moulin Rouge é narrado por Christian (Ewan McGregor), um jovem escritor que foi para Paris, mais exatamente para a aldeia de Montmartre para viver a Revolução Boêmia no centro dela. Ele conta a história dele e do amor de sua vida, Satine (Nicole Kidman), uma dançarina da casa noturna Moulin Rouge.
Falar sobre esse filme é quase que simplesmente tentar usar todos os elogios que servem para um filme.
Tem uma edição incrível, mixagem de som absurdamente bem feita. Se não tivesse visto esse filme, nunca iria imaginar que Lady Marmalade combinaria com Smells Like Teen Spirit. Hoje em dia quando o revejo fico à beira um orgasmo vendo a sequência inicial onde mostra o Moulin Rouge e seus números de canto e dança com essas duas músicas mixadas.
Trilha sonora ótima. Mistura de tudo um pouco. Elton John, Christina Aguilera, Pink, Nirnava à Madonna. Com uma música composta pro filme, "Come What May" (Aconteça o que acontecer mais ou menos) e performance dos próprios Ewan McGregor e Nicole Kidman, que cantam realmente quase todas as músicas do filme. Estou à procura de entrevistas onde eles falem como foi cantar em um filme pra eles, espero que tenha isso na edição especial* que eu comprarei.
Enfim, é bom demais. Bom em todos os sentidos. Puta maquiagem, puta direção de arte E QUE DIREÇÃO DE ARTE! Cenografia, enfim, o filme é praticamente perfeito nesses aspectos técnicos.
O filme também é muito valorizado pela direção que só posso classificar como visionária. Pequenas técnicas com a câmera valorizam muito o filme e dão a ele uma personalidade nunca vista antes. Não por mim pelo menos. Não é à toa que esse filme figura em várias listas de "10 mlehores filmes", "5 melhores musicais" e etc.
E se possível, além de todos essas perfeições técnicas, o filme ainda conta com ótimas atuações. A melhor de Ewan McGregor que eu já vi. Ele me deixa totalmente arrepiada quando ele fala no final do filme à Satine "Obrigada por me curar da minha ridícula obsessão pelo amor". Nicole Kidman está incrível, nada menos que isso. Com certeza uma das 5 cenas que já me tocaram de todos os filmes que já vi é a que ela fala pro Harold (Jim Broadbent) "Você sempre me fez acreditar que eu só valia o que pagavam por mim. Mas ele me ama, Harold, ele me AMA." e depois ela ainda fala "Nós vamos pra longe de você, do duque, e do Moulin Rouge!". Ai meu Deus, fico tão emocionada lembrando dessa cena...
Enfim, é o melhor musical que eu já vi na minha vida, e dificilmente um filme vai me tocar algum dia tanto quanto ele faz. Realmente acho muito difícil.

E não se esqueçam:
"The greatest thing you'll ever learn, is just to love, and be loved in return." *-*

Compre a edição especial aqui:
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Não é à toa que meu twitter é /amoremvermelho e meu msn é sparkling diamond...


Renata

Filme: Tempos de Paz




Direção: Daniel Filho
Roteiro: Bosco Brasil


O filme "Tempos de Paz" é baseado na peça de teatro "Novas Diretrizes para Tempos de Paz", que fez sucesso e foi premiada também.
Tempos de Paz se passa em 1945, no fim da segunda Guerra Mundial. O filme se foca no embate entre um interrogador alfandegário e um polonês fugido dos horrores da guerra em sua cidade na Polônia.
O filme é baseado na peça de teatro já citada, e mesmo no cinema ainda tem muito da sua linguagem teatral. Até eu que infelizmente não sou frequentadora assídua de teatros reconheci isso em certas cenas.
Bem, o filme é fabuloso. Direção muito competente de Daniel Filho, e uma bela fotografia. Tony Ramos ficou ótimo no papel. A sua expressão na cena que ele finalmente chora e diz que apesar das lágrimas não entendeu o que o polonês disse é memorável. Dan Stulbach também tem uma interpretação muito boa, apesar de alguns "tiques" que ele parece ter. Mas esses tiques não o impedem de fazer aquela belíssima cena em que ele declara um monólogo. Eu sou sensibilíssima e tenho tendência a chorar de emoção quando vejo cenas muito bonitas, então é claro que chorei nessa. O monólogo é lindíssimo, mas não teria tanta beleza se não fosse o ótimo momento de Stulbach no filme.
E saindo um pouco desses aspectos técnicos, o filme também tem umas pegadas abstratas que valem a pena. Coisas mais filosóficas, sobre o porque de se lutar na guerra, de seguir ordens, dilemas morais e etc. É o meu tipo de filme. Maravilhoso, realmente muito bom. Altamente recomendado.


Renata

Filme: Os Normais 2 - A noite mais maluca de todas



Direção: José Alvarenga Jr
Roteiro: Fernanda Young


Eu sempre tive problemas com filmes de humor, comédias. Raramente realmente gostei de um filme que se diz do tipo.
Eu vi o primeiro "Os Normais" na tv, e me lembrava de ter rido muito assistindo-o. Então, como 2a feira não tinha nada melhor pra eu ver, porque não podia pegar a sessão de Tempos de Paz no dia, fui ver esse mesmo com uns amigos.
Foi a pior coisa que eu vi em meses.
O "humor" do filme deve ser apresentado entre aspas. Porque a roteirista acha engraçado demais ficar falando pau, xoxota, e afins o tempo inteiro, o que eu pelo menos discordo plenamente. O filme não te prende, não tem um bom roteiro. É chato, simplesmente isso, chato. Uma sequência terrível de um filme divertido.
Não posso dizer mais porque depois de um tempo de filme meu humor estava horrível e queria matar um que dissesse que o filme é bom.
Bem, pra quem gosta de "humor" vulgar deve ser legal. Vou pedir para o Eric escrever sobre o filme, porque ele gostou muito (motivo que quase acabou com a nossa amizade -n).


Renata

Brüno.


Sasha Baron Cohen esta de volta, o ator que ficou conhecido por interpretar Borat um repórter do Cazaquistão completamente sem noção - indicado para o Oscar como melhor roteiro original - nos apresenta nesse novo longa Bruno, um repórter Gay que depois de ser expulso do mundo da moda em seu país tenta galgar a fama em Hollywood e não mede esforços para isso. Como podia se esperar de um filme estrelado pelo Sacha muitas cenas apelativas e ate constrangedoras mas ei, espere, essa é a intenção! O filme pode te chocar do começo ao fim se você for conservador mesmo que seja só um pouco mas é inegável que consegue passar a mensagem que grita desde o começo. Se Borat colocava o dedo na ferida americana chamada xenofobia Bruno coloca em pauta alem da homofobia a futilidade do mundo da moda que nunca esteve tão em alta. Com piadas e sacadas muito boas – como trocar seu IPOD por um filho novinho- o humor tão excessivamente pesado parece conquistar o público embora tenha que admitir que assim que sai da sala queria pedir meu dinheiro de volta, talvez eu tenha demorado a entender a mensagem e a respeitar a “agressividade” dele. Enfim para que gosta de humor afiado e não se ofende facilmente Bruno é uma boa pedida.


Jess.

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Filme: Entrevista com o Vampiro











_ Em pleno século XX, um vampiro concede uma entrevista a um jovem repórter, contando como foi transformado em uma criatura das trevas pelo vampiro Lestat, na Nova Orleans do século XVIII.






Ficha Técnica
Título Original: Interview with the Vampire: The Vampire Chronicles
Gênero: Suspense
Tempo de Duração: 122 minutos
Ano de Lançamento (EUA): 1994
Direção: Neil Jordan
Roteiro: Anne Rice, baseado em livro de Anne Rice

Se você tem pelo menos um certo interesse por obras com vampiros já deve ter pelo menos escutado alguém comentar sobre esse clássico vampiresco. Baseado no livro de Anne rice e roteirizado pela mesma, A Entrevista com o Vampiro traz toda a sensualidade e magia desses seres a tela.
Com uma historia que te envolve do começo ao fim entrevista para mim é uma das melhores adaptações de livros para o cinema, trazendo também algumas belas atuações e outras não tão bem sucedidas assim ; Kristen Dunst chega a roubar a cena em alguns momentos com o seu talento. Brad Pitt estava apenas razoavelmente bem como Louis. O mas que aplaudido Tom Cruise não conseguiu me convencer na pele de Lestat (mas agradou grande parte do publico e ate mesmo Anne rice) e por fim o ator Antônio Bandeiras que não conseguiu de forma alguma transpor empatia na pele de um vampiro. Outro ponto que achou que desfavoreceu o filme foi a dupla Tom e Brad, muito pouco expressiva e bastante fria fazendo jus ao Framboesa de Ouro que ganharam na época. Outras coisas (boas) porem merecem bastante atenção como a direção de arte e a trilha sonora que dão toda a aura desde filme e foram indicadas ao Oscar, infelizmente não levando a estatueta. Para mim um excelente filme que merece ser colocado na categoria de clássicos de qualquer locadora. Uma novidade para quem já assistiu e gostou do filme, o boato de um possível remake com direito a Robert Downey Jr como Lestat tem tomado força nos últimos tempos, em entrevista Anne Rice nem confirmou muito menos desmentiu uma nova produção e disse que adoraria ver Robert como Lestat.


Jess

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Filme: Arraste-me Para o Inferno





Título original: Drag me to Hell
Diretor: Sam Raimi
Roteiro de Sam Raimi e Ivan Raimi.



Ah que prazer que eu tenho em escrever esse post! Afinal, há pouquíssimas coisas melhores do que ir ao cinema e ver um bom filme de terror, com uma p*** direção, trilha sonora magnífica, e boas atuações.
O filme mostra o sofrimento de Christine Brown (Alison Lohman) após ser amaldiçoada por uma cigana, Sylvia Ganush (Lorna Raver). Christine é amaldiçoada após negar um empréstimo à tal senhora, que era uma cigana. A partir daí, a mocinha começa a apanhar no filme.
Arraste-me para o Inferno marca a volta de Sam Raimi (diretor de clássicos como A Morte do Demônio) ao gênero terror, depois de passar anos dirigindo Homem-Aranha.
É incrível, um espetáculo. Repleto de coisas nojentas e muitos sustos, já é um clássico trash, em pleno 2009!! Isso é o mais maravilhoso de tudo. No meio de um tempo onde os filmes de terror parecem seguir um manual, sem nenhuma originalidade, Sam Raimi escreve com o irmão e dirige tal coisa. É bom demais. Vou surtar se ele não for indicado como melhor direção no Oscar, ou pelo menos ganhar um prêmio na categoria no Globo de Ouro.
Algo que me conquistou com 10 minutos de filme foi, o que estou falando desde que comecei esse texto, a direção e trilha sonora. A combinação dessas duas em determinadas cenas transformam coisas que seriam "nada demais" em verdadeiros sustos! A trilha acompanha o ritmo do filme, sem exageros. Sam Raimi tem uma ótima mão na direção.

Incrível, incrível, incrível! Vá assistir a esse filme agora!

domingo, 23 de agosto de 2009

Filme: Um Amor para Recordar





Título original: A Walk to Remember
Diretor: Adam Shankman
Baseado no livro homônimo de Nicholas Sparks (também escritor do livro também adaptado Noites de Tormenta, belíssimo filme)


CONTÉM SPOILERS.


Um Amor para Recordar é o típico filme teen. Se passa em parte em uma escola, mostra os grupos que existem, que são tão divididos e "seletivos", e um amor aparentemente improvável, entre o menino popular e a menina nerd incompreendida.
Jamie é a filha do reverendo da cidade, que lê a Bíblia, e anda sempre com roupas "antigas". Landon é parte do grupo popular do colégio, que sai aos fins de semana para fazer bagunça. É em uma dessas bagunças que Landon acaba por ter que fazer certos trabalhos no colégio, dos quais Jamie também participa, e acaba se aproximando dela.
O filme tem uma fotografia bonita e agradável. As atuações dos protagonistas são boas, nem demais nem de menos. É um filme legal de se ver, mas não é iiiisso tudo. Na época em que foi lançado fez um grande sucesso nos cinemas com o público adolescente, e até hoje faz sucesso na indústria do home video. Tanto sucesso porque tem tudo o que acontece na vida de um adolescente, e só por isso, porque o filme não é tão bom assim. É tudo batido, clichê (o que não necessariamente tem que significar que é ruim, mas nesse caso sim), estamos sempre sabendo o que vai acontecer, não há grandes surpresas (a não ser a doença da menina, mas algo esperado, já que no meio do filme eles já estavam felizes demais para um romance do gênero). Acho que o filme deu certo por causa do conjunto de coisas agradáveis que ele junta. Atriz e ator bonitos, têm química, trilha sonora que qualquer jovem mais sentimental gosta em um filme do tipo, não é muito complicado, final infeliz. Sim, acho que final infeliz consta na lista de motivos porque ele marca. Um filme de final feliz, hoje em dia, se não tem um roteiro muito bom, fica sendo só mais um, pelo menos nesse gênero.

Enfim, acho que só. É um filme razoável e agradável, mas não passa disso. Não é o tipo de filme que agrada a mim, cinéfila, eu prefiro Noites de Tormenta. Quando eu reve-lo falo sobre ele aqui.


Renata

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Série: True Blood (1a temporada)





Informações sobre a série

True Blood é baseado na série de livros Sookie Stackhouse, de Charlaine Harris.
Na série, vampiros e humanos vivem em certo equilíbrio, depois que japoneses desenvolvem um sangue sintético para exportação. Numa cidadezinha da Louisiana, porém, as coisas podem se complicar quando o vampiro Bill Comton (Stephen Moyer) se envolve com a mortal Sookie Stackhouse (Anna Paquin), uma garçonete inocente que lê a mente das pessoas.

(Wikipédia)


Há um ou dois meses mais ou menos, eu estava procurando séries pra ver durante as férias. Passei pela sinopse de True Blood mas não gostei. Na sinopse que eu li, eu achei bastante coisa que pudesse dar totalmente errado na série. Como o romance ficar clichê demais, vampiros falsos, e etc. Mas como minhas férias estavam muito entediantes, pedi à Jéssica, aqui do blog, que me passasse os episódios que ela já tinha. Pois bem, ela me passou os 8 primeiros episódios da 1a temporada.

Depois do 1°, eu não conseguia mais parar. Cheguei a ficar até 4 da manhã no computador vendo os episódios, e já dormia pensando em acordar e continuar vendo.

O bom da série é que seus responsáveis tomaram decisões que a favoreceram bastante. A série é atrevida (e põe atrevida nisso) falando de religiões, não só na série, mas na sua própria abertura (cujo primeiro comentário meu sobre ela foi: como eles nunca foram processados por isso?), e não tem medo de pôr muito sexo na tela. Eu bato palmas para a música da abertura (Bad Things - Jace Everett). O elenco é muito bem escolhido, eu particularmente acho todos os personagens muito carismáticos; pelo menos, eles fazem o que devem fazer. Há pequenas coisas na série que nos agradam bastante, e que infelizmente é raro de se ver, coisas que outras séries, filmes e afins não fazem, True Blood faz, e é por isso que é o fenômeno que é hoje em dia.

Com o passar da série nós não ficamos enjoados do romance de Sookie Stackhouse e Bill Compton porque a série mostra muito mais que eles. Temos os problemas causados pelo (idiota q) Jason Stackhouse, irmão da Sookie; os problemas familiares da Tara; a onda de assassinatos... enfim, é incrível. A série mostra muita coisa, várias tramas, todo episódio termina em um momento "tenso", e ela não enjoa, incrível!

Outra coisa que me agrada na série é o modo como os vampiros são retratados. Eu gosto mais dos vampiros como criaturas com forma humana que sentem e pensam de um jeito totalmente diferente devido a sua "situação" (Lestat e Louis meus amores!). Em True Blood eles são mais ou menos assim. Eles matam mesmo, adoram sexo (não sou do tipo que gosta de pornografia, mas pra mim vampiro tem que ter uma libido intensa, é parte da personalidade que eu gosto de ver em vampiros. porque eu os acho extremamente sensuais) e não escondem, não muito pelo menos. O Bill é aquele, que tem em todo filme e livro, que quer ser amigo dos humanos e ainda tem sentimentos como um. Mas os outros são vampiros de verdade, do jeito que eu gosto. Só tem uma coisa que me incomoda, as presas dos vampiros da série. Elas parecem automáticas, como que acionadas por um botão. :/
Mas okay, tirando isso, a série é incrível, e merece ser apreciada.


Compre a 1a temporada aqui.


Renata

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Let The Right One In .

Deixe Ela Entrar
Dir. Tomas Alfredson
Suécia - 2008

Sinopse: Oscar, um frágil garoto que é atormentado pelos colegas de escola se depara com a vingança e amor na figura de Eli, uma menina bonita e peculiar que aparentemente é uma vampira.


Deixa ela entrar pode enganar a muitos com essa sinopse já que ao contrário do que aparenta ser o filme vai muito alem dessa nova onda que vem assolando filmes e séries e fazendo muito sucesso com o publico - romance entre os humanos e os milenares vampiros. Tratando de uma forma completamente diferente o assunto ele mescla cenas que podem ser consideradas “fofas” com muito sangue e mortes, trazendo a tela com muita sabedoria a mitologia dos seres da noite – sem apelar para caixões e crucifixos. Sem ser apenas um besteirol de romance adolescente o longa trata o primeiro amor com muita mas sutileza deixando por muitas vezes o romance implícito em apenas olhares e gestos o que o torna ainda mas belo. Os vampiros são um capitulo a parte – para mim a melhor - sem colocar cenas apelativas e poderes de X- men consegue retratar os imortais de uma forma bem mas digna do que costumamos ver em filmes hollywoodianos, as fraquezas (como a luz solar) e os poderes, ainda estão lá mas tratados de uma forma bem mas “lógica”.
Com menos de um ano de vida ganhara um remake americano dirigido por Matt Reeves e que deve chegar às telas já no começo de 2010 o que eu sinceramente achei um erro e com os últimos remakes que foram lançados o que podemos esperar é um filme completamente diferente, com muito romance e poucas cenas de impacto, perdendo toda a essência do original e se tornando alguma coisa altamente comercial. O lado bom disso -se é que existe lado bom- é que com o remake pode ser que o livro a qual o filme foi adaptado seja lançado no Brasil (procurei na Internet mas só o achei em inglês). Mas um detalhe que eu acho bastante importante citar, o filme deixa muitas brechas, você pode achar que Eli realmente se apaixonou por Oskar ou que ela só encontrou outro para servi-lá, alem do fato de Eli não ser ela e sim ele o que é confuso no filme e fica implícito quando ele diz “que não é uma garota” e na cena de nudez que mostra uma cicatriz. O filme é cheio de cenas como essa, como quando Oskar e seu pai estão brincando na cozinha e um “amigo” do pai chega e o clima fica mas pesado, sugerindo que o amigo na verdade seja algo a mas.

Enfim um ótimo filme, com boas atuações e um ótimo roteiro. Se você é fã de vampiros não sabe o que perde não vendo esse filme.

* Foi extremamente elogiado em festivais e tem mas de 49 prêmios na bagagem.



Como não tem em DVD e provavelmente não irá passar nos cinemas, resolvi postar aqui o link para donwload do filme. Já vem com legendas.

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Jess.

Filme: Canções de Amor

Título Original: Les Chansons D'Amour
Ano: 2007
Direção: Christophe Honoré
Roteiro: Christophe Honoré
País: França


Como já foi citado aqui nesse blog, Canções de Amor é meu filme favorito. Também pudera, cinema francês, musical, Louis Garrel, temática gay, Cidade das Luzes...tudo que mais amo no cinema esse filme tem. O filme conta a história da delicada relação entre Ismael (intepretado por Louis Garrel), Julie (Ludivine Sagnier) e Alice (Clotilde Hesme). O triangulo amoroso principal é de tirar o fôlego, suas angústias, expectativas, sentimentos e medos são embalados por belas canções feitas em duetos, e algumas cantada pelos três. A frágil relação entre Ismael e Julie parece abalada a partir do momento que eles decidem por outra pessoa nesse relacionamento, o tornando um estranho relacionamento a três. Acima de tudo, são três amigos, fazendo uma verdadeira guerra amorosa a três, instigada pelo ciúmes. Belíssimas cenas de Paris são mostradas pelos olhos dessas três pessoas apaixonadas, a fotografia de Rémy Chevrin mostra a Paris com qual todos nós sonhamos. Com altos e baixos, crises de ciúmes, beijos e mais canções, o relacionamento segue, até que um fatídico acidente ocorre com Julie, que morre repetinamente. Todos ficam atordoados com essa trágica morte, a melancolia presente dos olhos de Louis Garrel transborda sensibilidade nessa parte do filme. Canções de amor fala sobre como a vida segue após a perda de um amor, e ela continua de forma inesperada. De uma forma inusitada, Ismael conheçe o jovem e sonhador Erwann (Grégoire Leprince-Ringuet). Sem que Ismael se dê conta, Erwann passa a ficar cada vez mais apaixonado por ele. Alex Beaupain, responsável pela trila sonora do filme, consegue lidar com todas as angústias dos apaixonados, não tratando apenas de Ismael e Erwann, a canção As-tu Dèjá Aimé (link do vídeo) é um grande conflito pelo qual todas as pessoas já passaram: Nos entregar ou não à paixão? O filme todo se passa com canções tristes, mas acima de tudo canções de amor. Um filme perfeito, em todos os sentidos, desde a primeira cena com paisagens de Paris até a belíssima cena final entre Ismael e Erwann. Um filme sensível, que nos emociona pela história e atuação dos jovens atores franceses. Foi a partir desse filme que começei a amar e procurar mais sobre Louis Garrel e Christophe Honoré. Um filme que nos marca, e nos faz refletir sobre muitas questões do amor, embalado pelas mais belas Canções de Amor.

Eric, 4 de Agosto.

Livro: Entrevista com o Vampiro

Título original: Interview with the Vampire (da coleção The Vampire Chronicles)
Escrito por:
Anne Rice, em 1976
Traduzido para o português por: Clarice Lispector


Entrevista com o Vampiro narra a entrevista (dã) que o vampiro Louis dá a um jovem rapaz que faz entrevistas para uma rádio. Durante a entrevista, Louis, um vampiro francês diferente de todos os outros de sua espécie por ter dificuldades em "esquecer" seus sentimentos de mortal, conta sua história desde que foi transformado pelo vampiro Lestat, descrevendo seus sentimentos em cada época e acontecimento de sua vida até ali.
Os fortes do livro são de fato as descrições dos sentimentos de Louis, suas opiniões, como ele via o mundo, etc. Quem costuma ler sabe que é raro encontrar uma descrição realmente boa e bem feita de sentimentos de uma personagem. Louis é uma personagem muito complexa, com sentimentos confusos, constantemente "se batendo" em várias passagens do livro, e a escritora consegue passar os sentimentos dela (personagem) de uma forma tão profunda, tão bem feita, que eu mesma quando terminei o livro me sentia como a personagem principal, sozinha e até vazia. Nunca terminei de ler um livro tão afetada como quando terminei de ler este, efeito causado pelo jeito maravilhoso que Rice escreve.
Não só as descrições de sentimentos do livro merecem tantos elogios, mas também suas personagens. Cada personagem é uma personagem, com uma personalidade única. Poucas vezes li livros que tinham personagens tão fortes quanto este, como Cláudia e Lestat, por exemplo. Eu quase poderia pensar que a escritora tem várias personalidades e simplesmente colocou-as no papel.
E, claro, não posso deixar de falar sobre o principal: os vampiros de Anne Rice. Ela os descreve de tal modo, que ao mesmo tempo que são criaturas místicas, você acredita que são tão reais quanto eu. Ela equilibra muito bem o humano-místico em suas criaturas, essa é a minha opinião.
Ao mesmo tempo que ela cria criaturas de pele branca, que se alimentam e choram sangue, ela lhes dá sentimentos típicos de humanos, mas intensificados pela sua forma vampiresca. Sinceramente, "tá pra nascer" alguém que descreva vampiros e emoções vampirescas como ela.





Renata

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Donnie Darko


Título Original: Donnie Darko
Direção & roteiro: Richard Kelly


Nessa semana em uma das costumeiras seções de filmes com a Re tive o prazer de assistir esse filme tão indicado por outros amigos amantes de cinema. Donnie (interpretado por Jake Gyllenhaal) é um garoto esquizofrênico que em uma noite é acordado por um coelho/monstro assim sendo salvo já que uma turbina de avião cai em cima de sua cama, alem disso o coelho diz a Donnie que o mundo ira acabar em poucos dias. Em meio a uma jornada que mistura visões e viagem no tempo você se vê completamente envolto a mente de Darko e ao seu mundo. Não é um filme fácil, com um roteiro bem feito e com atuações boas é um filme psicológico que espera que seu expectador esteja atento a cada segundo, sendo por muitas horas confuso – o que no meu caso rendeu ate uma grande explicação no final e vários pauses no filme para ninguém ficar perdido – de qualquer que forma é um filme que indico a todos. Ele é profundo e perturbador , se você tem uma má imagem de filmes com teoria de viagem no tempo – como eu mesma tinha - Donnie pode te surpreender.


Algumas curiosidades sobre Donnie Darko.

* Ele foi lançado diretamente em vídeo no Brasil.
*Foi rodado em apenas 28 dias.
*Seu orçamento, pasmem, foi de US$ 4,5 milhões.



Jess;

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Dragão Vermelho


Título original: Red Dragon
Diretor: Brett Ratner

Roteiro: Ted Tally, baseado no livro homônimo de Thomas Harris


Este é o segundo filme da "saga" Hannibal que eu vejo. Infelizmente, por burrice minha (que graças a Deus já não tenho mais) só estou começando a gostar de Hannibal Lecter e seus filmes agora. Pois bem, antes tarde do que nunca. Hoje eu assisti Dragão Vermelho. Anthony Hopkins, como Hannibal novamente, Edward Norton como William Graham, Ralph Fiennes, Emily Watson, Philip Seymour Hoffman... Como podem ver, um elenco de primeira. O filme é uma refilmagem de Dragão Vermelho de 1986, dirigido pelo incrível Michael Mann. Nunca vi essa versão, portanto não posso comentar, mas pela pesquisa pequena que fiz, parece que os críticos da época gostaram, embora não tenha sido um sucesso de público. Enfim, este Dragão Vermelho foi feito depois da saga Hannibal ter uma queda, pois "Hannibal" (feito depois de O Silêncio dos Inocentes) não agradou muito. Então resolveram refilmar este filme, colocando de novo Hannibal em posição de coadjuvante, o que não diminuiu seu brilho; pelo menos não pra mim. Eu vibrava a quase toda cena que ele aparecia. Sei que muitos já leram isso, mas meu Deeeeus, como esse homem (Hopkins) realmente encarnou um psicopata! Eu teria medo de ouvir a voz dele em uma secretária eletrônica, e até de olhar em seus olhos em um ambiente mais escuro. Amei o filme, embora o fato de ser muito parecido com O Silêncio dos Inocentes tenha me incomodado em algumas partes, especialmente na parte que Will vai pedir a ajuda de Lecter, e quando eles já estão trabalhando "juntos" naquele espaço aberto. Essa segunda cena que citei é por demais parecida com a cena de Silêncio dos Inocentes em que a Clarice está conversando com Hannibal que está dentro de uma "gaiola gigante", e a primeira, é praticamente igual a que Clarice pede ajuda a Lecter. Enfim enfim... deixando isso de lado, é realmente um ótimo filme. Mais um grande thriller psicológico da série. Pra alguém como eu que gosta de roteiros inteligentes, e que é atraída por essa coisa de psiquiatria e etc (e que tem uma amiga com mente de psicopata, cuja é a Jess aqui do blog também rs), o filme é melhor ainda. E mesmo quem não goste, recomendo, porque é o tipo de filme que você gosta de ver, mesmo que não goste do gênero, porque reconhece facilmente que está vendo um filme bom.



Renata

terça-feira, 28 de julho de 2009

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain

Título Original: Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain
Direção: Jean-Pierre Jeunet
Roteiro: Jean-Pierre Jeunet e Guillaume Laurant



Amélie Poulain (Audrey Tautou) é uma garota sonhadora de Paris. Ela é sonhadora, apreciadora dos pequenos prazeres da vida, que prefere jogar pedras no canal e enfiar os dedos em um saco cheio de grãos a fazer sexo. O filme realmente começa quando ela descobre uma paixão: ajudar os outros.
O filme é simplesmente belíssimo em cada detalhe, principalmente em sua fotografia. O diretor (Jean-Pierre Jeunet) já é conhecido por ter essa beleza de fotografia em seus filmes. Infelizmente, por enquanto, este é o único filme dele que eu vi.
Acho que todas as pessoas deveriam ver este filme. Ele é maravilhoso na mensagem que tenta passar, o que faz muito bem. Pelo menos pra mim, ele me fez ver o quão importante é lutarmos pelos nossos sonhos, sem medo, e o amor-próprio que todos devemos ter. Repito, todos devem ver esse filme, e até mais de uma vez, pra mensagem realmente ser captada.

Renata

Nome Próprio



Título Original: Nome Próprio
Gênero: Drama
País: Brasil
Ano de Lançamento (Brasil): 2008
Direção: Murilo Salles
Com Leandra Leal

Eric postando:
Já aviso, não faço críticas de cinema, não sou crítico. Apenas quero falar sobre filmes, gosto de compartilhar emoções, não peço pra ninguém concordar ou discordar.

Nome Próprio é um filme muito bem feito, com uma atuação incrível da atriz Leandra Leal. O filme conta a história de Camila, uma escritora fracassada que tenta há um bom tempo escrever seu livro. Após o término do relacionamento com seu namorado, de uma forma trágica e agressiva, Camila se isola do mundo na casa de seu amigo. A atuação de Leandra Leal fez o filme ser o que é. Ela, sozinha em um quarto, fumando, bebendo...escrevendo. O jogo de câmeras e textos na tela substitui por muitas vezes as falas, desnecessárias.
O que pude tirar desse filme foi um retrato da solidão, de como as pessoas se sentem após o fim de um relacionamento. Quando um namoro acaba por sua causa, pelas suas burrices, dói mais ainda. Assumir seus fracassos é algo extremamente difícil, e a personagem Camila sabe bem disso. O filme também mostra o modo que cada pessoa lida com suas perdas amorosas. Me identifiquei muito com a história, é um ótimo filme.
Murillo Salles foi ótimo na direção, a fotografia é bem simples, mas bem feito, adoro isso. E como já disse, Leandra Leal está uma verdadeira diva nesse filme.

Obrigado por lerem e tenham uma boa noite.
28/27/09

Toda boa história tem um começo...

De uma conversa no msn de três amigos, viciados em cinema, música e besteiras, surgiu a idéia desse blog. Um lugar para curarmos nossas frustrações. Filmes, séries, músicas, fatos, tudo o que nos faz sentirmos bem, aqui falaremos a respeito.

Eric: Prazer, sou o Eric, 18 anos, moro em São Paulo, estudante. Amo cinema, amo música, amo boa companhia, amo sonhar...amoa vida. O cinema representa muito pra mim, aprendi valiosas lições através de filme. Mesmo sendo "ficção", alguns filmes nos tocam de modo tão profundo, que equivalem a muitas experiências de vida. Não tenho um gênero preferido, gosto de histórias boas, bem contadas e que passem algo de interessante pra mim.

Top 10 filmes:

A Onda
Os Edukadores
Nome Própio
Pequena Miss Sunshine
Clube da Luta
Laranja Mecânica
Canções de Amor
Closer - Perto demais
Trainspotting
Todas as cores do amor


Renata: Meu nome é Renata, tenho 16 anos, e gosto dessas coisas desde que me lembro. O amor por filmes vem da minha mãe, cuja diz que
quando eu era bebê, enquanto eu e meu pai dormíamos, via filmes de madrugada. Meu amor por livros começou ao ler Turma da Mônica, que
eu lia febrilmente enquanto não entrava na escola. Música... acho que todo ser humano nasce gostando de música. E séries, eu lembro que adorava
Friends e Um Maluco no Pedaço. Conforme eu cresci, meu gosto mudou. Não tenho um gênero preferido, gosto de séries boas, só.
Aliás, posso dizer o mesmo de filme, música, livros... desde que seja bom, tá tudo ótimo.


Top 10 filmes
Wall-E
Closer
Laranja Mecânica
Moulin Rouge
Sociedade dos Poetas Mortos
Clube da Luta
Na Natureza Selvagem
Brilho Eterno de Uma Mente sem Lembranças
O Garoto
Forrest Gump

Jéssica: *Como bom ser humano que penso que sou sempre estive nessa busca incansável por aquilo que seria deferido com meu, parte de mim. E então em um fatídico dia em uma seção do aclamado herói dos quadrinhos -conhecido também como homem arranha- tudo aconteceu ; a explosão de cor, sons e vida ali bem de frente aos meus olhos. Enquanto todos saíram de lá com mas um novo filme em sua lista, eu tinha achado uma razão de vida. Desde de lá tudo o que eu queria respirar era arte, seja em um bom livro, em acordes e melodias, em uma tela ou em um quadro. Arte.

Pulp fiction
Cães de Aluguel
Clube da Luta
Donnie Darko
A quadrilogia Hannibal
Moulin Rouge
Forrest Gump
Watchmen
Closer
Laranja Mecânica